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MPF denuncia esquema de tortura e venda de vídeos de crueldade contra animais no Pará

PF identifica rede internacional envolvida em tortura e morte de animais. Divulgação/PF O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal no ...

MPF denuncia esquema de tortura e venda de vídeos de crueldade contra animais no Pará
MPF denuncia esquema de tortura e venda de vídeos de crueldade contra animais no Pará (Foto: Reprodução)

PF identifica rede internacional envolvida em tortura e morte de animais. Divulgação/PF O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal no Pará integrantes de um esquema criminoso que produzia, vendia e compartilhava vídeos de extrema violência contra animais. As práticas incluíam tortura, mutilação e morte de bichos domésticos e silvestres, muitas vezes com conotações sexuais, sob encomenda de usuários estrangeiros. A denúncia foi apresentada no dia 18 de março e usa como base a Operação Bestia, feita pela Polícia Federal (PF) em 22 de novembro de 2025. A investigação começou com denúncia da organização búlgara "Campaigns and Activism for Animals in the Industry", que flagrou material violento supostamente feito no Brasil. Como funcionava o esquema A Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio da PF rastreou fluxos financeiros e digitais. Os vídeos eram vendidos em dólar e euro via plataformas online e Pix, com contatos diretos entre produtores e compradores internacionais, usando termos cifrados. Em buscas e apreensões, a PF encontrou em residências de denunciados dispositivos com vídeos inéditos de abusos, além de roupas, objetos cortantes e recipientes idênticos aos das gravações. Perícia facial confirmou as identidades, descartando manipulações. Os alvos usavam gatos, coelhos e aves em produções planejadas e reiteradas, transformando a crueldade em fonte de renda habitual. Uma das pessoas está presa; a outra é foragida, com prisão preventiva decretada. Crimes e pedidos do MPF O MPF imputou maus-tratos a animais (pena de 2 a 5 anos de reclusão para cães e gatos, com agravantes pela morte), associação criminosa e outros delitos. Por causa da gravidade, não houve proposta de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). A ação pede condenação criminal e indenização por danos morais coletivos, devido ao ataque à proteção da fauna e aos valores éticos da sociedade. O caso tramita na Justiça Federal no Pará, sob sigilo. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará